Marcos Asas*
Depois dos desencontros
O amor deita o fogo
E vira brasa:
Calor que não crepita
Com o amor em brasa
O fogo arde sem fumaça
Vai embora o que irritava os olhos
- E a vista desembaça
Sem roupas
O amor se veste de outra ternura
Suspiro suspenso, sorriso lasso
Flutuar em miniatura
Sem suor e sangue
O amor não inebria
Sem carne, paira etéreo:
Fogo-fátuo que dança e rodopia
Sem corpo
O amor se eleva
Fecha os olhos
E levita
Sem forma
O amor mais se suaviza
O que era tinta óleo agora é aquarela
Barco a motor agora é barco a vela
E margarida a flor que é mais bonita
Desencarnado
O amor se alquimiza
Borboleta que sai da crisálida
Alça vôo
E se eterniza.
* Marcos Asas é Poeta Pernambucano, médico e atua em saúde da família.

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